Vivemos dentro de imagens. Grande parte do que sabemos sobre conflito chega-nos por fotografias e vídeos. E, no entanto, quase ninguém aprende a habilidade que hoje é essencial: ler imagens com espírito crítico.
O Olhares de Guerra trabalha três dimensões: literacia visual, memória e cultura de paz.
Porque este projeto é necessário
Sem contexto, imagens de guerra podem produzir:
- choque sem compreensão,
- fadiga e indiferença,
- desumanização,
- partilhas automáticas que transformam sofrimento em conteúdo.
Este projeto cria um espaço para parar e perguntar:
O que estou a ver? Quem escolheu este enquadramento? O que ficou de fora? O que é que isto está a fazer a mim?
O que vai acontecer
O projeto inclui:
- exposição com materiais históricos e contemporâneos,
- visitas mediadas (público geral e escolas),
- conversas com convidados,
- oficinas práticas de literacia visual,
- materiais para educadores e mediação.
A ideia é simples: sair com ferramentas, não apenas com emoções.
O que é “literacia visual” aqui
É a capacidade de:
- perceber enquadramento, corte, sequência e intenção,
- identificar manipulação emocional,
- distinguir registo documental de narrativa construída,
- compreender contexto, poder e responsabilidade,
- responder de forma ética (e não só impulsiva).
Cuidado e ética
Imagens de guerra têm impacto real. Por isso, trabalhamos com:
- avisos de conteúdo,
- contextualização,
- mediação,
- clareza sobre direitos e consentimento.
Um projeto que pode circular
O Olhares de Guerra é pensado para poder viajar: com curadoria, textos, proposta educativa e um modelo de mediação adaptável a vários espaços.
Como participar
- Queres acolher a exposição (centro cultural, universidade, município, museu)?
- Queres colaborar em mediação e educação (escolas, associações, ONG)?
- Queres apoiar produção, circulação e direitos?